Guia: CGRC e as prioridades regulatórias da Susep para 2026

Em 2026, a governança, gerenciamento de riscos e conformidade (CGRC) tende a ocupar posição central nas diretrizes que regem o setor de seguros, mobilidade e infraestrutura no Brasil. As prioridades regulatórias da Susep costumam refletir uma visão mais integrada de como as organizações administram riscos, dados, produtos e relação com o consumidor, com foco na…

Em 2026, a governança, gerenciamento de riscos e conformidade (CGRC) tende a ocupar posição central nas diretrizes que regem o setor de seguros, mobilidade e infraestrutura no Brasil. As prioridades regulatórias da Susep costumam refletir uma visão mais integrada de como as organizações administram riscos, dados, produtos e relação com o consumidor, com foco na resiliência financeira e na proteção do interesse público. Este guia da Urbi Alerta apresenta uma leitura prática sobre o que esperar do CGRC para 2026, conectando as exigências regulatórias à realidade de motoristas, frotas e moradores urbanos, sem perder de vista a sustentabilidade financeira de famílias e negócios. O objetivo é traduzir a complexidade regulatória em passos concretos que possam ser implementados no dia a dia, com foco em prevenção, transparência e gestão responsável de custos.

Entender as prioridades regulatórias para 2026 é entender como a regulação pode afetar investimentos em tecnologia, práticas de gestão de risco e atendimento ao cliente. A tendência tende a combinar governança sólida, proteção de dados, continuidade de negócios, além de atenção a riscos emergentes como cibersegurança e eventos climáticos. Este artigo busca oferecer uma leitura clara e aplicável para quem utiliza serviços de seguro, administra frotas ou mora em áreas urbanas, ajudando a planejar mudanças que favoreçam a proteção financeira e a confiabilidade do ecossistema de mobilidade.

O que é CGRC e por que isso importa

CGRC é a abordagem integrada de governança, gestão de riscos e conformidade que orienta como uma organização dirige suas estratégias, monitora riscos e cumpre exigências legais. No contexto de seguros e mobilidade, uma CGRC bem estruturada ajuda a reduzir perdas, melhorar a qualidade de produtos e serviços, além de fortalecer a confiança de clientes, corretores e parceiros. Quando há governança clara, papéis bem definidos e controles contínuos, é mais provável que ocorram respostas rápidas a incidentes, melhor fluxo de informações e decisões mais embasadas em dados.

“CGRC não é apenas compliance; é uma prática que sustenta a confiança entre seguradoras, motoristas e gestores de mobilidade, reduzindo surpresas e fortalecendo a resiliência.”

Pontos-chave das prioridades regulatórias da Susep para 2026

As prioridades regulatórias para 2026 tendem a enfatizar um arcabouço que combine governança, risco, dados e responsabilidade com a proteção do consumidor. Dentre os temas mais relevantes, destacam-se:

Governança de risco e cultura organizacional

É comum que a regulação enfatize a existência de comitês de risco, políticas de gestão de risco bem documentadas, defesa de uma cultura de conformidade e a comunicação clara entre conselho, diretoria e áreas operacionais. Esse alinhamento ajuda a manter o foco em prioridades estratégicas, como segurança de informações, continuidade de operações e integridade de produtos ofertados ao mercado. Para referência institucional, veja as diretrizes da SUSEP.

Proteção de dados, privacidade e transparência

As exigências tendem a reforçar a gestão de dados de clientes, a governança de informações sensíveis e a comunicação transparente sobre coberturas, exclusões e condições contratuais. Em muitos casos, organizações precisam manter registros de consentimentos, controles de acesso e políticas de retenção de dados alinhadas à LGPD, com evidências documentais para inspeções regulatórias. A atuação regulatória nesse eixo tende a contribuir para relações mais claras entre seguradoras, canais de venda e usuários finais, favorecendo decisões informadas. Para contexto regulatório, consulte SUSEP e fontes oficiais sobre proteção de dados.

Gestão de riscos climáticos e eventos extremos

Riscos climáticos e ambientais ganham mais atenção regulatória, com expectativa de que as organizações incorporem cenários de risco físico (danos a ativos, interrupção de serviços) e transição (mudanças regulatórias, custos emergentes) em suas avaliações e planos de mitigação. A ideia é aumentar a resiliência de operações, produtos de seguro e serviços de mobilidade diante de eventos extremos e variabilidades climáticas, com impacto provável na liquidez, na solvência e na governança de parcerias. Fontes institucionais de referência no tema podem ser consultadas em materiais oficiais das instituições reguladoras.

Além desses eixos, a agenda de 2026 tende a contemplar ainda a supervisão de produtos, a gestão de contratações com terceiros e a melhoria da transparência de comunicação com o consumidor, sempre com o objetivo de reduzir distorções de mercado e melhorar a proteção financeira do usuário. Para entender o enquadramento regulatório, é útil acompanhar publicações oficiais da SUSEP e de órgãos reguladores relacionados à gestão de riscos, clima e dados.

“A integração entre governança, risco e compliance tende a se tornar um pilar de confiança para o consumidor, especialmente em áreas com alta exposição a riscos climáticos e tecnológicos.”

Como preparar sua organização para as exigências de 2026

Para quem atua no ecossistema de seguros, mobilidade e infraestrutura urbana, preparar-se para as exigências de CGRC em 2026 significa estruturar ações práticas, com foco em governança, documentação, telecomunicação de risco e planejamento de contingência. Abaixo está um conjunto de passos que ajudam a alinhar a organização às tendências regulatórias, mantendo o foco na proteção financeira e na sustentabilidade operacional.

  1. Mapear a estrutura de governança atual, identificando responsabilidades, comitês e linhas de reporte, para assegurar tomada de decisão ágil e responsável.
  2. Estabelecer um programa de CGRC integrado, com processos de identificação, avaliação, mitigação, monitoramento e reporte à alta direção, incluindo um plano de comunicação interna para mitigar falhas de percepção.
  3. Atualizar políticas de proteção de dados (LGPD), definir papéis de privacidade, classificar dados sensíveis e manter registros de consentimento, com controles de acesso e trilhas de auditoria.
  4. Implementar um plano de continuidade de negócios (BCP) e exercícios periódicos de recuperação de desastres, contemplando cenários relevantes para mobilidade urbana e operações de seguradoras parceiras.
  5. Fortalecer controles internos de compliance: código de conduta, treinamentos contínuos, canais de denúncia e investigações de irregularidades com resposta rápida.
  6. Estabelecer KPIs de risco e painéis de governança, com revisões regulares pela alta direção e auditoria interna para medir maturidade do CGRC e áreas de melhoria.
  7. Fortalecer a gestão de fornecedores e terceiros (vendor risk management), com due diligence, contratos de SLA e monitoramento de desempenho de prestadores críticos.
  8. Planejar a comunicação de produto e termos com o consumidor, tornando coberturas, exclusões e condições de serviço acessíveis e compreensíveis, reduzindo ambiguidades e conflitos.

“Documentação organizada e evidências consistentes reduzem atritos com a regulação e ajudam na tomada de decisão sob pressão.”

Implicações práticas para motoristas, frotas e moradores urbanos

Para motoristas, o alinhamento com CGRC pode significar produtos de seguro com clareza de coberturas e suporte mais previsível em situações de sinistro, além de maior proteção de dados pessoais. Para frotas, a gestão de riscos integrada facilita a demonstração de controle de operações, com impacto potencial na gestão de custos e na confiabilidade de serviços. Entre moradores urbanos, a maior transparência regulatória contribui para compreender melhor as escolhas de mobilidade e a relação entre cobrança de serviços, seguro e responsabilidade civil, promovendo decisões mais informadas e seguras no dia a dia.

É importante manter registros organizados: evidências de incidentes, comprovantes de qualidade de dados, contratos com terceiros e documentações de políticas internas de CGRC. Em caso de dúvidas sobre a cobertura de seguros, franquias ou exclusões, a orientação de consultar a apólice, o corretor ou a seguradora é recomendada, para entender impactos práticos no financiamento de ativos, na proteção de bens e na proteção da família.

Para acompanhar as diretrizes regulatórias, vale consultar fontes oficiais da SUSEP e entidades conectadas ao tema, que costumam publicar atualizações sobre planejamento regulatório, orientações de implementação e boas práticas de gestão de risco.

Em resumo, adaptar CGRC às prioridades de 2026 é um investimento que tende a favorecer a organização, o consumidor e o ecossistema de mobilidade como um todo. Com governança forte, proteções de dados adequadas, gestão de riscos climáticos e uma comunicação clara com o público, motoristas, frotas e moradores podem navegar com mais segurança por um ambiente regulatório em evolução, mantendo o foco na proteção financeira e na qualidade dos serviços.

Para aprofundar, acesse fontes oficiais como a SUSEP e órgãos reguladores sobre proteção de dados e clima para manter-se atualizado e alinhado com as expectativas regulatórias. SUSEP oferece informações institucionais sobre regulação e diretrizes, enquanto entidades como INMET e CEMADEN ajudam a entender o contexto de riscos climáticos que podem impactar o setor. Caso haja dúvidas específicas sobre o seu contrato, consulte o seu corretor ou a seguradora para detalhes contratuais.

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